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sábado, 1 de outubro de 2011

AMOR DE DEUS





É grande, alto,
largo, profundo.
Cobre o mundo
Imensurável!

É para mim
Inexplicável,
Algo sem fim,
Extensível!

Não vê quem,
Vence o além
É incomparável!
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Lourenço Paposseco (Lopapo) / o autor/ Lisboa, 18 de Dezembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Gaiola dourada




Quero ser livre, livre
Livre rola que voa e rola
Rola, rola, rola mas vive
Gaiola dourada
Desagrada o pássaro

Quero voar
E procurar o caminho
Do meu ninho
Chega de cantinho
Gaiola dourada
Desagrada o pássaro

Quero ir para o mundo de fora
Brincar, saltar e sorrir,
Comer grandes porções
Entoar alegres canções
Viver a passarinhagem
Agora, pois é hora
Gaiola dourada
Desagrada o pássaro

Quero ser livre, livre
Livre rola que voa e rola
Rola, rola, rola mas vive
Gaiola dourada
Desagrada o pássaro

Quero ser livre rola
Que fora da gaiola
voa, rola e vive,
Não me prive!!!

sábado, 24 de setembro de 2011

Esmeralda



Não sou de um certo alguém
Nem de quem me desdém
Sou de quem me detém
E tanto me entretém

Eu sou brilhante
Mas não sou tua, não sou tua!
Apenas dei prazer e saciei-te a pobre alma
Desfizemos os lençóis aquecendo a cama
Estando saciado, deste-me as costas! Fui a rua.
Espero que entendas!

Eu Sou elegante
Comigo se prostituem os reis da terra
E brindamos com o cálix da impiedade
Quando o pobre morre de fome e guerra
A minha saia transporta muita maldade
Espero que entendas!

Não sou de um certo alguém
Nem de quem me desdém
Sou de quem me detém
E tanto me entretém

Eu sou extravagante.
Confiaste-me na mão do teu amigo
Esqueceste que a paixão é fogo ardente?
Ele conquistou-me. Eu não disse, não
Embriagou-me com as suas palavras, dei a mão
Levou-me pelos braços ao seu abrigo
A tua confiança foi jogada ao chão
Espero que entendas

Decidi abandonar-te hoje
E abandonar-te para bem longe
Por não me teres dado o real valor
Não sei qual será o tamanho da tua dor
Mas não sou tua, não sou tua!
Sou de quem me quer levar a lua
Espero que entendas!

Sou de quem me sustém
E muito bem me retém

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Geração a rasca



Procuramos projecção num belo horizonte
Somos sólidos levados pelas forças dos ventos
E corpos mergulhados nas encruzilhadas
                                                                               E
A ondulação da vida lança-nos lá e acolá.

                                                                              Ai!
O amanhã não vem, e o hoje já se vai
O alvorecer afasta-se dos nossos olhares
O ontem é um barrote podre da casa que cai
Mas nós vivemos ansiando morar em lagares

                                                                              Mas
Mas a ondulação da vida lança-nos no lá e acolá.


Vetaram as paredes dos nossos quintais
Se nós pudéssemos mover esse enorme monte
Ou ligarmo-nos ao horizonte por meio de ponte
As nossas casas jubilariam favos de mel

Ligaram fonte de sangue à canalização
Arrombaram a porta da arrecadação
Para saquearem cruelmente os despojos
E festejar com o gotejar sangrento e nojento

                                                                        Sim
A ondulação da vida lança-nos lá e acolá.

Somos uma simples geração a rasca
Que pela vida luta e se desenrasca

                                                                      Pois
A ondulação da vida lança-nos lá e acolá.

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joao sem sobrenome



Como é que me queres ver feliz?
Se me esforças a engolir o sorriso
Pois o fulgor dérmico nos diverge
O nome sócial, o bolso nos restringe

Como é que me falas em direitos iguais?
Se a justiça para mim é muda, surda e cega,
A tua balança tem pedras desiguais
Se não passo de um João sem sobrenome
Que pão-pedra come ou passa a fome

Como é que me queres ver cantando?
Se roubaste todas as minhas letras
Partiste-me a dicanza e as guitarras
Furaste-me o batuque com as garras!

Como me falas em saúde?
Se estou com saliva de cloroquina
Sentado numa pobre esquina
Pedindo gotas de vitamina

Como é que não queres que eu chore?
Se espetas os dedos nos meus olhos
E te satisfazes vendo-me de molhos

Como é que não queres que eu cheire catinga?
Se solarengaste cruelmente sobre as flores
Para que não destilassem os perfumes da vida

Como é que a morte não me consome?
Se quebraste-me os braços e a s pernas                                      
Jorraste as águas das minhas cisternas
Tornando-me num João sem sobrenome

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Rosa espinhosa





Menina, menina, menina
Tu és doce, doce melaço
Dá-me só mais um abraço
Hum, preciosa, gostosa

Menina, menina, menina
Vem! Amanhã farei o alambamento
Vem! E depois te darei casamento

Menina, menina, menina
Vem! Eu tenho vitamina

Menina, menina, menina
Me prendeste com teus encantos
Conquistando o meu coração
Perfumando a minha emoção
E espalhando perfume pelos cantos

Menina, menina, menina
Te darei, prata, ouro, platina

Menina, menina, menina
Contigo estou na mocidade
Sou o kota mais novo da cidade
Meu camião ainda te aguenta
Nem pareço ter mais que sessenta
Nem falo mais naquela velha Joaquina
Nem nas minhas filhas Albertina,
Dina, Cesaltina, Carolina e Cristina

Menina, menina, menina
Gozemos a vida cristalina

Menina! Menina!!  Menina!!!
Depois de o sol ter-se ido de mim
Me abandonas neste pobre canto
Deixando-me com choro e pranto?!
O amor maravilhoso chegou ao fim?!

Menina! menina!!  menina!!!
Despedaçaste a minha fazenda
Hoje vivo pagando a renda

Menina! Menina!! Menina!!!
Não nego seres uma rosa
Sim, uma rosa espinhosa




Cântico de amor





Como o peixe e o mar
Contigo eu quero estar

Mas, Deitaram o caderno e caneta
Para não escrever-te como um poeta

Lançaram águas sobre a chama
Que pelo teu nome alto chama

Colocaram espinhos sobre o caminho
Para não levar-te o gostoso beijinho


Ó meu amor, ó meu amor
O coração deseja muito te ver
Em meus braços anseio te ter
Ouça de longe o meu clamor


Ó meu amor, ó meu amor
O coração deseja muito te ver
Em meus braços anseio te ter
Ouça de longe o meu clamor


Levanto-me cedo como o cavaleiro
Vou a montanha para sentir o teu cheiro

Sinto-te no abanar das cortinas
Trazendo-me brisas cristalinas

Escalo imaginariamente o cume do outeiro
Navego sob o pensamento como um marinheiro

Todos os dias penso-te minha donzela
Ligo a televisão e parece que te vejo na tela

Ó meu amor, ó meu amor
O coração deseja muito te ver
Em meus braços anseio te ter
Ouça de longe o meu clamor


Ó meu amor, ó meu amor
O coração deseja muito te ver
Em meus braços anseio te ter
Ouça de longe o meu clamor


Inventaram muitos problemas
Para não declamar-te poemas

Os poemas estão vivos na alma
Imortal alma que tanto te ama