Procuramos projecção num belo horizonte
Somos sólidos levados pelas forças dos ventos
E corpos mergulhados nas encruzilhadas
E
A ondulação da vida lança-nos lá e acolá.
Ai!
O amanhã não vem, e o hoje já se vai
O alvorecer afasta-se dos nossos olhares
O ontem é um barrote podre da casa que cai
Mas nós vivemos ansiando morar em lagares
Mas
Mas a ondulação da vida lança-nos no lá e acolá.
Vetaram as paredes dos nossos quintais
Se nós pudéssemos mover esse enorme monte
Ou ligarmo-nos ao horizonte por meio de ponte
As nossas casas jubilariam favos de mel
Ligaram fonte de sangue à canalização
Arrombaram a porta da arrecadação
Para saquearem cruelmente os despojos
E festejar com o gotejar sangrento e nojento
Sim
A ondulação da vida lança-nos lá e acolá.
Somos uma simples geração a rasca
Que pela vida luta e se desenrasca
Pois
A ondulação da vida lança-nos lá e acolá.
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